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Angola possui grande potencial para produção de energia limpa

A declaração foi feita pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, na abertura do 2° Simpósio do Gabinete Alemão-Angolano de Hidrogénio, esta quarta-feira, 11.12, em Luanda, sob tema “Hidrogénio Verde em Angola: Caminhando com a Descarbonização e Diversificação”.

Na ocasião, Diamantino Azevedo afirmou, que o MIREMPET, através do Despacho 10626/24, de 19 de Agosto, criou um grupo de trabalho, encarregue de elaborar o Plano de Descarbonização das Atividades do Setor de Petróleo e Gás, que constituirá um instrumento acelerador da implementação das medidas de melhoria da eficiência energética das produções, redução e eliminação da queima de gás até 2030.

Segundo o dirigente, Angola possui imensos recursos naturais e uma posição estratégica, sendo que o hidrogênio verde pode ser a chave para a diversificação económica e a construção de um futuro mais sustentável. Acrescentou que, “O nosso país com sua vasta extensão territorial e condições climáticas privilegiadas, tem um grande potencial para a produção de energia limpa e renovável”.

Diamantino Azevedo avançou que, a Sonangol em parceria com as empresas alemães, CWP H1 e Gauff e ainda com uma participação de uma empresa local, vai construir a partir de 2026, uma Planta de Hidrogênio Verde na Barra do Dande, província do Bengo, com capacidade de produção prevista de 342.000, toneladas métricas por ano de Hidrogênio Verde e Amônia Verde, para uso local e exportação.

Por seu turno, o Chefe do Gabinete Alemão-angolano de Hidrogénio H2-diplo, Vandré Spellmeier, Angola reúne as condições favoráveis necessárias para a implementação de projectos para a produção de energias limpas, com a existência de recursos minerais e infraestruturas todas reunidas aqui. 

Contudo, para que a descarbonização e a diversificação econômica se tornem realidade, é necessário dar alguns passos importantes que poderão acelerar esse processo e proporcionar visibilidade internacional a Angola como destino de investimentos. Primeiro, é fundamental que seja desenvolvida uma estratégia nacional de hidrogênio. “a  criação de um Conselho Nacional de Hidrogênio e Descarbonização, a semelhança do que foi implementado na Namíbia, facilitará o desenvolvimento dessa estratégia, concluiu o responsável.

A conferência acontece no âmbito da Parceria Energética Alemanha-Angola, e com realização deste evento, espera-se promover mais cooperação entre os dois países no domínio das energias renováveis e da produção de hidrogénio verde. 

O certame tem como principais objectivos, explorar o potencial transformador do hidrogénio verde como vetor de energia limpa e promover a colaboração, a partilha de informações e soluções inovadoras para impulsionar a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono em Angola.

A entrada de hidrogênio Verde na matriz energética nacional vai contribuir para a diversificação da matriz, bem como impulsionar a criação de novos sectores económicos, como a indústria de tecnologias limpas e inovação, infraestruturas, centros de formação e excelência, gerar novas receitas com a sua exportação, atrair mais investimentos, criar empregos e tornar a economia mais resiliente e sustentável.

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